Um convite à oração

Um convite à oração (Mt 7:7-12; Lc 18:7,8)

Este é definitivamente um assunto apaixonante: a possibilidade de parar o sol, acalmar a tempestade, ressuscitar mortos, levar pecadores ao Senhor, reconciliar irmãos, fertilizar estéreis pelo exercício da fé. A oração é um mistério ainda a ser revelado integralmente ao povo de Deus. Há tantas perguntas, tantas dúvidas! Porem, aqui, Jesus nos convida à oração. Isto é, com certeza, Seu grande propósito nesta palavra.

Vemos situações em em que basta pedir (caso da cura da sogra de Pedro - Lc 4:38,39); outras há em que é necessário buscar com insistente humildade (caso do paralítico que desceu pelo telhado - Lc 5:17-26); e ainda outras em que a oposição é grande. Neste caso é preciso bater até quebrar certos protocolos para ver a porta do céu ser aberta (caso de Zaqueu - subir numa árvore, não dar importância à torcida contra, abrir mão de todo estilo de vida, abrir mão do dinheiro amado, por ter a certeza de que a resposta está logo ali "atrás da porta" - Lc 19:1-10).

Em Mt 6 Jesus incentiva a oração secreta do Pai e em 18:19 fala da oração com o irmão. Da mesma forma os Salmos 122 e 133. Na oração modelo (Mt 6:9-15) fala do perdão mútuo vinculado ao perdão divino. A lição da oração é para ser aprendida pela família de Deus.

Pois quando o cristão ora, abandona os códigos deste mundo e passa a trabalhar com outras leis: as do Reino de Deus.

Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. (Rm 12:12)

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terça 26 agosto 2014 16:34 , em Edificação


POR QUE IR À IGREJA?

POR QUE IR À IGREJA?

 

Um freqüentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou que não faz sentido ir à Igreja todos os domingos.

 

"Eu tenho ido à Igreja por 30 anos", ele escreveu, "e durante este tempo eu ouvi uns 3.000 sermões. Mas por minha vida, eu não consigo lembrar nenhum sequer deles...  assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os Padres e Pastores estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões!"

 

Esta Carta iniciou uma Grande controvérsia na coluna "Cartas ao Editor", para prazer do Editor Chefe do jornal. Isto foi por semanas, recebendo e publicando cartas no assunto, até que alguém escreveu este argumento:

 

"Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve  ter cozinhado umas 32.000 refeições. Mas, por minha vida, eu não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições.  Mas de uma coisa eu sei ...Todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado  estas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha fome espiritual, eu estaria hoje morto espiritualmente."

 

Graças a Deus por nossa nutrição física e espiritual!"

segunda 25 agosto 2014 17:08 , em Edificação


O Diamante.

Na profundidade daquele solo, a alguns metros abaixo por onde passavam muitas pessoas indiferentes... haviam muitas pedras,  pedras de todos os tipos, pedras comuns,  facilmente encontradas na superfície ...  mas lá no meio daquele pedregal havia também um diamante...

 As pedras comuns com receio que algum dia ele viesse a se sobressair entre elas usaram uma tática,   começaram a desprezá-lo, a desencorajá-lo ...

 - você não serve para nada, enterrado aqui, ninguém vai te encontrar, dizia o arenito.

- Aqui nesta profundidade você jamais brilhará como jóia, dizia a pedra sabão.

- eu pelo menos tenho serventia para o solo,  dizia calcário.

 E assim os dias se passavam, parece que não havia esperança, não havia uma saída, e lá continuava o Diamante entre aquelas pedras que o desprezavam, perdeu-se a noção do tempo...  até que um dia, um garimpeiro passou por lá , dedicou-se muito, escavou em diversos locais, a procura de algo realmente precioso, até que de repente, depois de muita dedicação, ficou maravilhado, seus olhos brilharam,  ali estava uma preciosidade,  um diamante ...

 

Levou ao ourives que o lapidou, e agora aquela pedra brilhava, era realmente muito linda de grande valor, fizeram um seguro, colocaram-na no porta-jóias mais bonito que encontram, expuseram na vitrine da melhor joalheria, seu preço era muitíssimo alto, somente alguém que fosse rico e realmente amasse muito uma jóia a levaria,

 Então aquele Diamante caiu em si e chegou a conclusão que mesmo todo aquele tempo que ficara lá enterrado sem ser notado por ninguém, ouvindo palavras de desprezo, não fora por isso que deixara de ser uma jóia, ele sempre fora uma jóia, até mesmo lá, escondido, sem ser notado, desprezado ...

 Você também, que está convivendo com pessoas difíceis, que falam tantas coisas que te ferem, fazem te sentir algo desprezível.   O garimpeiro chamado JESUS já te encontrou, conscientize-se disso através deste texto que você está lendo...  as maldades que dizem a teu respeito não diminuem em nada o teu valor, talvez você esteja acreditando que você não vale nada,  pare agora mesmo  e lembre: você é uma jóia de altíssimo valor, não importa o que você sinta ou pense a seu respeito,  seu valor é tão alto que Jesus deu a vida dele por você. Quanto amor e dedicação dele por sua vida, abra seu coração e O receba agora mesmo, ninguém pode amar-te mais que Jesus, ele vai cuidar de você, vai fazer você sentir-se o que você realmente é : uma jóia!

 

Fonte: Pastor Jair Silva, Ministério Cristão Renovo

pastojair1@gmail.com

quinta 21 agosto 2014 16:54 , em Evangelismo


Exegese do Novo Testamento.

EXEGESE DO NOVO TESTAMENTO

 

  1. 1.      INTRODUÇÃO

 

            O termo exegese deriva-se da palavra grega “exegesis” que tanto pode significar apresentação, descrição ou narração como explicação e interpretação. Quanto à etimologia podemos entender exegese literalmente como "conduzir para fora de". Portanto, o uso da exegese possibilita ao estudante de teologia extrair dos textos bíblicos seu verdadeiro significado, apesar da distância de tempo e espaço e das diferenças culturais que nos separam.

            Para sustentar o alicerce da interpretação usa-se a hermenêutica como metodologia da exegese bíblica. A palavra “hermenêutica” origina-se do verbo grego “hermeneuein” cujo significado é  igual ao da exegese, ou seja, “interpretar”. Contudo, deve-se deixar claro a diferenciação entre um termo e outro. A hermenêutica bíblica designa os princípios que regem a interpretação dos textos; a exegese descreve as etapas ou os passos que cabe dar em sua interpretação. Em síntese, a hermenêutica apresenta as regras e a exegese é a prática destas regras.

            Uma outra concepção comumente reconhecida no meio acadêmico é a diferença entre o biblista e o exegeta. O "biblista" é aquele que apesar de conhecer os textos bíblicos, não aplica as ferramentas de interpretação à sua leitura e freqüentemente ensina e transmite sua "opinião" ou "experiência pessoal". O "exegeta", por outro lado, é aquele que além de ser conhecedor dos textos bíblicos, aplica as ferramentas de interpretação e ensina exatamente aquilo que o "texto diz" e não aquilo que ele “acha” ou “pensa”.

            Diante destas conceituações e com o propósito de evitar as “falácias” - interpretação superficial ou equívocada da bíblia - este ensaio indica o caminho a ser percorrido no uso das ferramentas interpretativas para a aplicação de uma boa exegese.

 

  1. 2.      AS TAREFAS DA EXEGESE 

 

            Dentro do contexto teológico, a ênfase da exegese recai sobre a interpretação de modos formais de explicação que podem ser aplicados ao texto bíblico. UWE WEGNER (2001), divide as tarefas da exegese em três aspectos principais: primeiro - Redescobrir o passado bíblico, tornando-o compreensível para a nossa época; segundo - Entender a intenção que o texto teve em sua origem e;terceiro - Verificar em que sentido opções éticas e doutrinais podem ser respaldadas biblicamente para a atualidade. Vejamos alguns exemplos práticos:

 

2.1         Redescobrindo o passado bíblico

 

a)   "Quem poderá se salvar?" Lemos em Mt 19.24-25 o seguinte: "... é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Ouvindo isto, os discípulos ficaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo?

Como explicar a admiração dos discípulos quando Jesus asseverou a dificuldade de salvação do homem rico? Naquela época a teologia corrente ensinava que a riqueza era uma demonstração da benevolência de Deus. Ora se os ricos que são abençoados por Deus dificilmente serão salvos, então quem poderá se salvar? Assim, redescobrindo o passado bíblico, podemos melhor explicar e compreender a admiração dos discípulos.

 

b)   “Qual a relação do orvalho do Hermom com a União?” Pérola 1. "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! ...Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre. (Sl 133).

Se desconhecermos a geografia bíblica, não compreenderemos o brilhantismo desta mensagem. Na terra árida da Palestina, o orvalho é sinal de vida e garante, apesar da falta de chuva, uma boa colheita. O verso três do Salmo em apreço mostra uma situação da geografia e do clima de Israel. Hermom está localizado na fronteira nordeste de Israel e é coberto de neve, abaixo dele fica uma planície com montes menores. Essa região é muito seca e vive constantemente desértica.

Em determinadas épocas, devido ao calor, o gelo do pico do Hermom se derrete, na medida em que se derrete ele escorre montanha abaixo, fazendo transbordar as nascentes do Jordão. Com o descongelamento do gelo e a produção de água exposta ao calor, formam-se nuvens que se transformavam em chuvas. Quando a chuva rega a terra e molha o deserto, as sementes e raízes que estão ali começam a brotar.

Assim, a secura desaparece e a terra torna a ser produtiva e a "bênção" e a "vida" são ordenadas novamente. E é desta forma que o salmista compara a união entre irmãos como o orvalho de Hermom. E é assim que deve ser entendida. Enquanto houver união e amor a bênção do Senhor estará sempre presente. A união fraternal deve ser como esse orvalho do Hermom, precisa ser transformador. Uma atitude restauradora tem a ver com a restauração de relacionamentos que estavam mortos; verdadeiros desertos, porém quando tocados pelo amor fraternal se transformam em verdejantes e floridos.

2.2         Entendendo a intenção do texto

 

a)   "Será que Zaqueu era ladrão?" Em Lc 19.8, lemos o seguinte: "se em alguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado".

De acordo com a tradução em português ninguém pode afirmar que o publicano Zaqueu era ladrão, pois a conjunção "se" é condicionante. No entanto, o exegeta, ao verificar o texto grego descobre que a conjunção grega "ei" deve ser traduzida como: "já que" ou "visto que" em lugar do termo "se". Assim, exegeticamente, podemos afirmar que Zaqueu era corrupto.

 

b)   “Será que Jesus estimulou a má educação? "E não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias; e a ninguém saudeis pelo caminho" (Lc10.4).

Estas expressões de Jesus não devem ser dogmatizadas para a prática da má educação. Jesus não estava ensinando isso. Acontece que as saudações na época eram prolongadas. Em resumo devia-se inclinar o corpo um pouco para frente, com a mão direita sobre o lado esquerdo do peito. Assim, o ensino de Cristo aqui, é acerca de remir o tempo; "...a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (Jo 9.4b).

 

2.3         Verificando bases éticas e doutrinais

 

a)   "As mulheres não podem falar na igreja?" Em 1Co 14.34-35 lemos: “as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja”.

Usando 1Co 14.34-35, um biblista poderá argumentar que as mulheres devem sempre manter silêncio na igreja. O exegeta, no entanto, descobrirá que este é um argumento baseado em um tratamento seletivo da evidência, pois Paulo diz três capítulos antes, que sob certas condições as mulheres podem falar na igreja (1Co 11.2-16). Deste modo, segundo CARSON (1999) a exigência de silêncio por parte das mulheres não traduz um conflito incompatível com 1Co 11.2-16, onde vemos que, sob certas condições, as mulheres tem permissão para orar e profetizar, porque o silêncio mencionado em 1Co 14.34-35 está limitado pelo contexto: as mulheres devem conservar-se caladas quando há avaliação de profecias, à qual o contexto se refere; de outra forma, elas estariam assumindo um papel de autoridade doutrinária na congregação.

 

  1. 3.      OS MÉTODOS DA EXEGESE

 

Os métodos mais conhecidos são o fundamentalista, o estruturalista e o histórico-crítico. Apresentamos uma síntese de cada um destes três métodos:

 

3.1       O Método Fundamentalista

Originou-se nos Estados Unidos após a Primeira Guerra Mundial. Seu objetivo era o de salvaguardar a herança protestante ortodoxa contra a postura crítica e cética da teologia liberal. Esse método tende a absolutizar o sentido literal da Bíblia.

Seu aspecto positivo reside na seriedade com que encara a revelação de Deus, a inerrância bíblica, o nascimento virginal de Cristo, a ressurreição corpórea, a expiação vicária e a historicidade dos milagres.

 

3.2       O Método Estruturalista

É empregado como análise sincrônica da Bíblia. Enxerga o texto como estrutura e organização que produz sentido para além da intenção do seu autor. Este método procura responder as seguintes perguntas: “Como funciona o texto? Como produz seu sentido? Que se passa no texto em si?”

Como aspecto positivo destaca-se que o estruturalismo educa para uma leitura atenta do modo como o texto foi escrito (análise literária) e o que realmente está escrito no texto (análise das formas). Não obstante é um método de difícil assimilação, alto grau de complexidade e que apresenta propostas bastante diversificadas.

 

3.3       O Método Histórico-Crítico

É o mais usado em análises diacrônicas da Bíblia. Surgiu como uma crítica contra a interpretação alegórica da Bíblia na Idade Média, em favor, sobretudo, de um aprofundamento do seu sentido literal. Trabalha com fontes históricas procurando acompanhar a evolução histórica dos diversos estágios que formaram estas fontes.

O método caracteriza-se por ser racional e questionador. UWE WEGNER (2001) citando Troeltsch fundamenta os princípios que regem as análises históricas em três pressupostos principais: a crítica, a analogia e a correlação. A aplicação desses pressupostos às tradições bíblicas e teológicas, implica uma revolução do nosso modo de pensar em relação à Antiguidade e à Idade Média.

 

  1. 4.      PASSOS EXEGÉTICOS

 

Os passos exegéticos utilizados neste ensaio pertencem ao “Método Histórico-Crítico” e possui como base bibliográfica o Manual de Metodologia de UWE WEGNER (2001).

De forma simplificada estes passos podem ficar restringidos ao número de oito. Estes oito passos devem ser seguidos dentro de um mesmo texto bíblico. No entanto, trazemos a análise exegética com exemplos de textos diversificados, meramente, a título de ilustração.

Todo pregador do evangelho deve, por obrigação, dominar as técnicas básicas da exegese, sob pena de trair o real sentido do texto sagrado a ser explanado e de ser um disseminado de heresias, portanto se você ainda não domina a arte de interpretar e compreender os textos, deve então começar agora, pelo básico.


4.1 Do que é e do que trata a Exegese:

É a disciplina que aplica métodos e técnicas que ajudam na compreensão do texto.

Do ponto de vista etimológico hermenêutica e exegese são sinônimos, mas hoje os especialistas costumam fazer a seguinte diferença: Hermenêutica é a ciência das normas que permitem descobrir e explicar o verdadeiro sentido do texto, enquanto a exegese é a arte de aplicar essas normas.


4.2 Princípios Básicos:

Aqui se encontram dez princípios que devem ser seguidos na interpretação bíblica:

ü  1° - denomina-se princípio da unidade escriturística. Sob a inspiração divina a Bíblia ensina apenas uma teologia. Não pode haver diferença doutrinária entre um livro e outro da Bíblia.

 

ü  2° - Deixe a Bíblia interpretar a própria Bíblia. Este princípio vem da Reforma Protestante.
O sentido mais claro e mais fácil de uma passagem explica outra com sentido mais difícil e mais obscuro. Este princípio é uma ilação do anterior.

 

 

ü  3° - Jamais esquecer a Regra Áurea da Interpretação, chamada por Orígenes de Analogia da Fé. O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados.

 

ü  4° - Sempre ter em vista o contexto. Ler o que está antes e o que vem depois para concluir aquilo que o autor tinha em mente.

 

 

ü  5° - Primeiro procura-se o sentido literal, a menos que as evidências demonstrem que este é figurado.

 

ü  6° - Ler o texto em todas as traduções possíveis - antigas e modernas.
Muitas vezes uma destas traduções nos traz luz sobre o que o autor queria dizer.

 

ü  7° - Apenas um sentido deve ser procurado em cada texto.

 

ü  8° - O trabalho de interpretação é científico, por isso deve ser feito com isenção de ânimo e desprendido de qualquer preconceito. (o que poderíamos chamar de "achismos").

 

ü  9° - Fazer algumas perguntas relacionadas com a passagem para chegar a conclusões circunstanciais. Por exemplo:

a) - Quem escreveu?

b) - Qual o tempo e o lugar em que escreveu?

c) - Por que escreveu?

d) - A quem se dirigia o escritor?

e) - O que o autor queria dizer?

ü  10° - Feita a exegese, se o resultado obtido contrariar os princípios fundamentais da Bíblia, ele deve ser colocado de lado e o trabalho exegético recomeçado novamente.


4.3 As Ferramentas necessárias ao exegeta:

BÍBLIA

Usar a Bíblia que contiver o texto mais fidedigno na língua original.

OBS. (Os que não podem ler a Bíblia no original devem usar uma tradução fiel, tanto quanto possível). Escolhido o texto é necessário saber exatamente o que ele diz. Para isso são necessárias suas espécies de ferramentas:

DICIONÁRIOS.

Para o Velho Testamento o melhor em inglês é: Um Conciso Léxico Hebraico e Aramaico do Velho Testamento de William Holaday.

Para o Novo Testamento o melhor é: Léxico Grego-Inglês do Velho Testamento de Walter Bauer (Universidade de Chigago), traduzido e adaptado para o inglês por Arndt Gingricd.

Em português não há nem um dicionário para o grego bíblico. Para o grego clássico o melhor que temos é: Dicionário Grego-Português e Português-Grego de Isidro Pereira, Edição do Porto, Portugal.

GRAMÁTICAS.

A melhor do hebraico é a de Gesenius.

Para o Novo Testamento as melhores gramáticas são as de Blass,. Moulton e Robertson.

Depois de determinado o que o texto registra, é preciso ir além e investigar mais precisamente a significação teológica de certas palavras. A melhor fonte para este estudo no grego é o Dicionário Teológico do Novo Testamento, editado por Kittel e Friedrich.

Em português continuamos numa pobreza mais do que franciscana neste aspecto.

O próximo passo é uma pesquisa conscienciosa do contexto para que não haja afirmações que se oponham ao que o autor queria dizer ou distorções daquilo que ele disse.

Após esta pesquisa é necessário considerar cuidadosamente a teologia, o estilo, o propósito e o objetivo do autor. Para este mister as obras mais necessárias são: concordância, introduções e livros teológicos.

O próximo passo em exegese é a familiarização com o conhecimento geográfico, histórico, os hábitos e práticas podem iluminar nossa compreensão sobre o texto. Para tal propósito são necessários Atlas, livros arqueológicos, histórias e dicionários bíblicos.

 

5. COMO FAZER EXEGESE


5.1 Cinco Regras Concisas

      Interpretar lexicamente. É conhecer a etimologia das palavras, o desenvolvimento histórico de seu significado e o seu uso no documento sob consideração. Esta informação pode ser conseguida com a ajuda de bons dicionários. No uso dos dicionários, deve notar-se cuidadosamente o significar-se da palavra sob consideração nos diferentes períodos da língua grega e nos diferentes autores do período.

 

      Interpretar sintaticamente: o interprete deve conhecer os princípios gramaticais da língua na qual o documento está escrito, para primeiro, ser interpretado como foi escrito. A função das gramáticas não é determinar as leis da língua, mas expo-las. o que significa, que primeiro a linguagem se desenvolveu como um meio de expressar os pensamentos da humanidade e depois os gramáticos escreveram para expor as leis e princípios da língua com sua função de exprimir idéias.

 

Para quem deseja aprofundar-se é preciso estudar a sintaxe da gramática grega, dando principal relevo aos casos gregos e ao sistema verbal a fim de poder entender a estruturação da língua grega. Isto vale para o hebraico do Antigo Testamento.

 

   Interpretar contextualmente. Deve ser mantido em mente a inclinação do pensamento de todo o documento. Então pode notar-se a "cor do pensamento", que cerca a passagem que está sendo estudada. A divisão em versículos e capítulos facilita a procura e a leitura, mas não deve ser utilizada como guia para delimitação do pensamento do autor.. Muito mal tem sido feita esta forma de divisão a uma honesta interpretação da Bíblia, pois dá a impressão de que cada versículo é uma entidade de pensamento separados dos versículos anteriores e posteriores.

 

   Interpretar historicamente: o interprete deve descobrir as circunstâncias para um determinado escrito vir à existência. É necessário conhecer as maneiras, costumes, e psicologia do povo no meio do qual o escrito é produzido. A psicologia de uma pessoa incluí suas idéias de cronologia, seus métodos de registrar a história, seus usos de figura de linguagem e os tipos de literatura que usa para expressar seus pensamentos.

 

   Interpretar de acordo com a analogia da Escritura. A Bíblia é sua própria intérprete. diz o princípio hermenêutico. A bíblia deve ser usada como recurso para entender ela mesma. Uma interpretação bizarra que entra em choque com o ensino total da Bíblia está praticamente certa de estar no erro. Um conhecimento acurado do ponto de vista bíblico é a melhor ajuda.


5.2 O Procedimento Exegética

O procedimento errado. Ler o que muitos comentários dizem com sendo o significado da passagem e então aceitar a interpretação que mais agradece. Este procedimento é errado pelas seguintes razões:

a) encoraja o intérprete a procurar interpretação que favorece a sua pre-concepção

b) forma o hábito de simplesmente tentar lembrar-se das interpretações oferecidas. Isto para o iniciante, freqüentemente resulta em confusão e ressentimento mental a respeito de toda a tarefa da exegese. Isto não é exegese, é outra forma de decoreba e é muito desinteressante. O péssimo resultado e mais sério do "procedimento errado" na exegese é que próprio interprete não pensa por si mesmo.

O procedimento correto

a)      O interprete deve perguntar primeiro o que o autor diz e depois o que significa a declaração

 

b)      Consultar os dicionários para encontrar o significado das palavras desconhecidas ou que não são familiares. É preciso tomar muito cuidado para não escolher o significado que convêm ao interprete apenas.

 

c)      Depois de usar bons dicionários, uma ou mais gramáticas devem ser consultadas para entender a construção gramatical. No verbo, a voz, o modo e o tempo devem ser observado por causa da contribuição à idéia total. O mesmo cuidado deve ser tomado com as outras classes gramaticais. 

 

d)     Tendo as análises léxicas, morfológica e sintática sido feitas, é preciso partir para análises de contexto e história a fim de que se tenha uma boa compreensão do texto e de seu significado primeiro e, 2.5. Com os passos anteriores bem dados, o interprete tem condições de extrair a teologia do texto, bem como sua aplicação às necessidade pessoais dele, em primeiro lugar, e às dos ouvintes. Que o texto tem com a minha vida? Com os grandes desafios atuais?

 

 

6.    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERGER, Klaus. As Formas Literárias do Novo Testamento. São Paulo: Loyola, 1998.

CARSON, D. A. A Exegese e suas Falácias. São Paulo: Vida Nova, 1999.

CESAREIA, Eusébio. História Eclesiástica. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

LIMENTANI, Giacoma. O Midraxe. São Paulo: Paulinas, 1998.

MARTINEZ, J.M. Hermenêutica Bíblica: Como Interpretar las Sagradas Escrituras. Barcelona: CLIE, 1984.

MOULTON, K. Harold. Léxico Grego Analítico. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

PAROSCHI, Wilson. Crítica Textual do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1993.

WEGNER, Uwe. Exegese do Novo Testamento. Manual de Metodologia. São Leopoldo: Sinodal, 2001.

ZABATIERO, Julio. Manual de Exegese. São Paulo: Hagnos, 2007.

quinta 17 julho 2014 18:08 , em Teologia


A VERDADEIRA VITÓRIA ESTÁ EM DEUS

A verdadeira vitória está em Deus

1Sm 17.1-11,16

 

Todos os dias nós temos que sair a batalha e nessa batalha nós sempre almejamos a vitória. É bem verdade que nem sempre a vitórias é certa, pois, muitos fatores se contrapõem entre nós e o nosso real objetivo. Para termos certeza da vitória, precisamos estar convictos que venceremos esses obstáculos. Com Davi aprendemos algumas lições que nos ajudarão a vencer nossas batalhas:

 

1ª- Geralmente aparece um vale entre nós e o nosso objetivo.

V. 3

2ª- Pode aparecer um gigante(problema) para nos afrontar.

Vs. 4-9

Mediante essas circunstâncias podemos tomar duas atitudes:

1-      Ficar espantados e fugir ; Vs. 11,24

2-      Encarar o gigante e partir pra cima; Vs. 26,32

3ª- Não devemos esperar muito tempo para decidirmos lutar, pois, nesse tempo as forças podem desvanecer.

V.16.

por exemplo: quando temos um quintal com mato para limparmos, quanto mais tempo passa, mais o mato cresce, mais sua raiz se fortalece, mais difícil fica de derrubarmos o mato.

4º- Quando vierem as palavras negativas para nos desencorajar precisamos ter certeza que Deus está do nosso lado; aí o gigante fica pequeno (vira anão).

Vs. 33-37; 

Salmos 27:1-3

Conclusão: Se o teu desejo é vencer os obstáculos da vida para chegar a vitória a tua vida deve estar entregue ao Senhor , você deve confiar somente nEle.

Vs. 45-47

Salmos 37.4,5

Pr. Roberto Basílio  

quinta 17 julho 2014 17:51 , em Edificação


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